Rosa Luxemburgo (1871-1919) foi uma judia-polonesa-alemã nascida em Zamosc, cidade da Polônia então
pertencente à Rússia. Iniciou sua militância política ainda adolescente, em Varsóvia, e por essa razão foi
perseguida. Emigrou aos 18 anos para a Suíça, doutorando-se na Universidade de Zurique. Em Berlim, ao lado de
Karl Liebknecht, defendeu posições antimilitaristas e internacionalistas dentro do Partido Social-Democrata Alemão
(SPD) e ajudou a fundar a Liga Espartaquista, semente do Partido Comunista da Alemanha (KPD). Sua atuação
política fez com que fosse presa em 1915 e 1916, sendo libertada em 1918. Envolveu-se ativamente na revolução
de novembro, liderada pelos espartaquistas, mas em janeiro de 1919 o levante foi esmagado pelo governo socialdemocrata.
Rosa foi presa novamente, torturada e assassinada com Liebknecht e outros líderes do partido. Líder
revolucionária enérgica e apaixonada, grande teórica e polemista dentro do marxismo, escreveu, entre outros
textos, “Reforma social ou revolução?” (1899) – no qual polemiza com Eduard Bernstein, teórico da socialdemocracia
alemã –, “Greve de massas, partido e sindicatos” (1906), Acumulação do capital (1913) e “A
Revolução Russa” (1918). Uma seleção de seus principais escritos foi publicada em 2011, em três volumes, pela
Editora Unesp, com organização e revisão técnica de Isabel Loureiro.
Para a aula da próxima sexta-feira dia 03/04, discutiremos o texto "Sobre a Revolução Russa", publicado na coletânea "As Armas da Crítica" da editora Boitempo (pp. 240 - 248)
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