Antonio Gramsci (1891-1937), teórico e ativista político marxista, nasceu na Sardenha, Itália, em janeiro de
1891. Estudou na Universidade de Turim e em 1913 se filiou ao Partido Socialista Italiano. Suas leituras de Marx,
Engels e Lenin o levaram a rechaçar o idealismo filosófico e, assim, em 1921, juntou-se ao grupo que fundaria o
Partido Comunista Italiano (PCI). Foi perseguido e preso em 1926, durante o regime fascista de Benito Mussolini.
Depois de onze anos de confinamento e maus-tratos, durante os quais foi impedido de ver a família, foi libertado,
mas morreu dois dias depois. Na cadeia, produziu entre 1929 e 1935 uma obra fenomenal, manuscrita em mais
de trinta cadernos, que entraram para a história do marxismo. Seus trabalhos versam sobre literatura, hegemonia
cultural, história da Itália, economia, materialismo histórico e teoria política, entre outros temas, tornando-se
referência para os pesquisadores dos estudos culturais, da teoria crítica e da cultura popular em geral. Seus
ensaios escritos antes da prisão foram publicados em jornais operários e socialistas. No Brasil, esses textos podem
ser encontrados nos dois volumes de seus Escritos políticos, editados por Carlos Nelson Coutinho e Luiz Sérgio
Henriques em 2004. Do período de cárcere, há duas obras, as Cartas do cárcere (2005), escritas para parentes e
amigos e posteriormente reunidas para publicação, e as mais de duas mil páginas que deram origem aos
Cadernos do cárcere (1999-2002).
Para a aula da próxima terça-feira, dia 07/08, estudaremos os 4 textos disponíveis na coletânea "As armas da Crítica" da editora Boitempo. Para o exercício de leitura que deverá ser entregue na aula, o texto a ser analisado é "O conceito de Revolução Passiva" (páginas 255-261).
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