FILOSOFIA POLÍTICA:
PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS
Código:
BH1208
Quadrimestre:
10o
T-P-I:
4-0-4
Recomendação:
não há
Carga Horária:
48 horas
Ementa antiga:
Nesta disciplina serão examinados alguns dos principais problemas que se
referem à natureza das relações sociais nas sociedades contemporâneas. Assim,
dentre outros, serão tratados temas relacionados à violência, pluralismo,
justiça, alteridade.
Ementa nova: Partindo
da leitura de autoras e autores contemporâneos, esta disciplina se debruça
sobre questões, debates ou correntes teóricas importantes na área de filosofia
política hoje. Dentre os diversos recortes possíveis, estão a reconstrução do debate
entre liberais e comunitaristas, bem como a análise de diferentes teorias da justiça
e da democracia. Também questões como liberdade, tolerância, reconhecimento,
inclusão, direito, jusnaturalismo, juspositivismo e progresso, dentre outras,
poderão ser adotadas como fio condutor do curso. O tema ou conjunto de temas a
serem trabalhados na disciplina, assim como a bibliografia são meramente indicativos
e poderão variar conforme o eixo de investigação escolhido pelo professor e
enunciado no plano de ensino.
Proposta
para 2018: A revolução e o advento do
novo – um curso em 3 atos
Tendo em vista a
conjuntura política no Brasil e no mundo, em que há um descontentamento
generalizado com relação ao consenso liberal e à democracia representativa,
propõe-se uma reflexão sobre a tradição revolucionária e o que nela permanece
atual. Desde as possibilidades de desobediência civil e insubordinação ao poder
estabelecido até o retorno do ideário revolucionário, trata-se de discutir as
alternativas emancipatórias no contexto atual de bloqueio da práxis
transformadora. Em suma, trata-se de discutir a questão da revolução e do
advento do novo.
Horário:
terça-feira
das 21:00 às 23:00 e sexta das 19:00 às 21:00 horas
Sala:
A1-S104
Programa do curso
Introdução
1. 05/06 – Apresentação do curso
2. 08/06 – O significado de revolução
(H. Arendt, Sobre a Revolução, cap. 1)
Parte I – A revolução nos limites do liberalismo
3. 12/06 – As revoluções burguesas
(Habermas, Teoria e Práxis, cap. 2)
4. 15/06 – O direito de resistência
(Hobbes, Leviathan, caps. XXI)
5. 19/06 – A desobediência civil
(Thoreau, A desobediência civil)
6. 22/06 – Justiça e desobediência
(Rawls, Uma teoria da justiça, cap. VI)
7. 26/06 – Entusiasmo e temor da revolução
(Kant, O conflito das faculdades, 2ª. Seção: “O conflito da Faculdade filosófica com a Faculdade de Direito” )
8. 29/06 – O pensamento reacionário
(Burke, Reflexões Sobre A Revolução na França)
9. 03/07 – Revolução e Dialética
(Habermas, Teoria e práxis, cap. 3)
Parte II – Marxismo e revolução
10. 06/07 – Revolução e Socialismo
(Hobsbawm, A era das revoluções, Cap. 6 – “As revoluções”)
11. 10/07 – A teoria da revolução do jovem Marx
(Löwy, A teoria da revolução no jovem Marx, Introdução)
12. 13/07 – “A cabeça da revolução”: Filosofia e revolução no jovem Marx
(Marx, Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel)
13. 17/07 – A revolução comunista
(Marx, Manifesto Comunista)
14. 20/07 – Partidos, Massa e revolução: Marx depois de 1848
(Marx, Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas e/ou Löwy, cap. 4)
15. 24/07 – “Primeiro como tragédia, depois como farsa”: a teoria marxista do golpe de Estado
(Marx, O 18 Brumário de Luiz Bonaparte)
16. 27/07 – Lênin e a revolução russa
(Lenin, Que fazer?)
17. 31/07 – Trotski e a “revolução permanente”
(Trótski, Revolução Permanente)
18. 03/08 – Reforma ou Revolução
(Rosa Luxemburgo)
19. 07/08 – Gramsci e a “revolução passiva”
(Gramsci – Escritos Políticos)
20. 10/08 – “Aviso de incêndio” – Benjamin e as “Teses sobre o conceito de história”
(Benjamin, Teses sobre o conceito de história)
Parte Final – A violência e os limites da revolução
21. 14/08 - Revolução e violência
(H. Arendt, Sobre a violência)
22. 17/08 – A restauração da lei e da ordem
(Agamben, Estado de Exceção)
23. 21/08 – Direito, democracia e seus inimigos
(Possibilidades e impossibilidades emancipatórias no presente)
24. 24/08 – Publicação das notas e avaliação do curso
Introdução
1. 05/06 – Apresentação do curso
2. 08/06 – O significado de revolução
(H. Arendt, Sobre a Revolução, cap. 1)
Parte I – A revolução nos limites do liberalismo
3. 12/06 – As revoluções burguesas
(Habermas, Teoria e Práxis, cap. 2)
4. 15/06 – O direito de resistência
(Hobbes, Leviathan, caps. XXI)
5. 19/06 – A desobediência civil
(Thoreau, A desobediência civil)
6. 22/06 – Justiça e desobediência
(Rawls, Uma teoria da justiça, cap. VI)
7. 26/06 – Entusiasmo e temor da revolução
(Kant, O conflito das faculdades, 2ª. Seção: “O conflito da Faculdade filosófica com a Faculdade de Direito” )
8. 29/06 – O pensamento reacionário
(Burke, Reflexões Sobre A Revolução na França)
9. 03/07 – Revolução e Dialética
(Habermas, Teoria e práxis, cap. 3)
Parte II – Marxismo e revolução
10. 06/07 – Revolução e Socialismo
(Hobsbawm, A era das revoluções, Cap. 6 – “As revoluções”)
11. 10/07 – A teoria da revolução do jovem Marx
(Löwy, A teoria da revolução no jovem Marx, Introdução)
12. 13/07 – “A cabeça da revolução”: Filosofia e revolução no jovem Marx
(Marx, Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel)
13. 17/07 – A revolução comunista
(Marx, Manifesto Comunista)
14. 20/07 – Partidos, Massa e revolução: Marx depois de 1848
(Marx, Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas e/ou Löwy, cap. 4)
15. 24/07 – “Primeiro como tragédia, depois como farsa”: a teoria marxista do golpe de Estado
(Marx, O 18 Brumário de Luiz Bonaparte)
16. 27/07 – Lênin e a revolução russa
(Lenin, Que fazer?)
17. 31/07 – Trotski e a “revolução permanente”
(Trótski, Revolução Permanente)
18. 03/08 – Reforma ou Revolução
(Rosa Luxemburgo)
19. 07/08 – Gramsci e a “revolução passiva”
(Gramsci – Escritos Políticos)
20. 10/08 – “Aviso de incêndio” – Benjamin e as “Teses sobre o conceito de história”
(Benjamin, Teses sobre o conceito de história)
Parte Final – A violência e os limites da revolução
21. 14/08 - Revolução e violência
(H. Arendt, Sobre a violência)
22. 17/08 – A restauração da lei e da ordem
(Agamben, Estado de Exceção)
23. 21/08 – Direito, democracia e seus inimigos
(Possibilidades e impossibilidades emancipatórias no presente)
24. 24/08 – Publicação das notas e avaliação do curso
Avaliações:
- Resenhas: 50%
- Trabalho final: 50%
Resenha: Cada resenha
entregue valerá 1 ponto. Serão mais de 10 textos estudados durante o curso
(cada um deles servirá de base para uma aula), de modo que não será necessário
resenhar todos os textos para obter os 10 pontos.
Trabalho:
Pequena redação sobre o tema: “Como mudar o mundo?”
Formato:
Pequena
monografia com máximo de 10 mil toques (de preferência em formato Word Times
New Roman, fonte 12, espaço 1,5) desenvolvendo o tema acima. Qualquer sinal de
plágio resultará em anulação do trabalho e reprovação na disciplina.
A monografia deve ser
entregue presencialmente em formato impresso até o início da aula do dia 21/08/2018.
Bibliografia
Básica
ARENDT, H. Sobre
a revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
HABERMAS, J. Teoria e práxis. São Paulo: Unesp, 2013.
JINKINGS,
I.; SADER, E. As armas da crítica:
antologia do pensamento de esquerda. São Paulo: Boitempo, 2012.
LÖWY,
M. A teoria da revolução do jovem Marx. São Paulo: Boitempo, 2012.
MARX, K. Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 1999.
MARX, K. Crítica
da Filosofia do direito de Hegel, São
Paulo: Boitempo, 2005.
THOREAU, H. D. A desobediência civil. Porto Alegre:
LPM, 2016.
Bibliografia
Complementar
AGAMBEN,
Giorgio. Homo Sacer – o poder soberano e
a vida nua I. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2002.
AGAMBEN,
Giorgio. Estado de Exceção. São
Paulo, Boitempo: 2004.
ANDERSON,
Perry. Considerações sobre o marxismo
ocidental nas trilhas do materialismo histórico. São Paulo, Boitempo, 2004.
ARANTES, P. O novo tempo do mundo e outros estudos sobre
a era da emergência.
São Paulo: Boitempo, 2014.
São Paulo: Boitempo, 2014.
ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo:
Companhia das Letras, 1989.
ARENDT,
H. Sobre a violência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2009.
BENJAMIN,
W. Teses sobre o conceito de História.
In: Magia e técnica, arte e política. Trad. Sergio Paulo Rouanet. São Paulo:
Brasiliense, 2005.
BENJAMIN, W. “Para uma
crítica da violência”, em Escritos sobre
mito e linguagem. São Paulo: Editora 34, 2011.
BURKE,
E. Reflexões Sobre A Revolução na França.
São Paulo: Edipro, 2014.
FAUSTO,
R. A esquerda difícil. Em torno do
paradigma e do destino das revoluções do século XX e alguns outros temas. São
Paulo: Perspectiva, 2007.
GIANNOTTI,
J. A; MOUTINHO, L. D. Os limites da
política: uma divergência. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
HARDT,
M.; NEGRI, T. Império. Rio de Janeiro: Record, 2001.
HARDT,
M.; NEGRI, T. Multidão – Guerra e
democracia na era do Império. Rio de Janeiro: Record, 2005.
HOBSBAWM,
E. A era das revoluções: Europa
1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.
HOBSBAWM,
E. Como mudar o mundo: Marx e o marxismo,
1840-2011. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
LOSURDO, Domenico. A luta de classes: Uma história política e filosófica. São Paulo:
Boitempo, 2015.
LOSURDO, Domenico. Guerra e revolução: o
mundo um século após Outubro de 1917. São Paulo: Boitempo: 2017.
LOWY, M. Aviso
de incêndio: uma leituras das teses de ‘Sobre o conceito de história’.
São Paulo: Boitempo, 2005.
LUKÁCS,
G. História e Consciência de classe.
São Paulo: Martins Fontes, 2003.
LUXEMBURGO,
R. Reforma ou revolução? São Paulo: Expressão Popular, 2005.
MARCUSE,
H. A ideologia da sociedade industrial. O homem unidimensional. 5ª.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1979.
MÉSZÁROS,
I. Para além do Capital. São Paulo:
Boitempo, 2011.
RANCIÈRE, J. O
ódio à democracia. São Paulo: Boitempo, 2014.
RAWLS, John. Uma
teoria da justiça. Tradução de Jussara Simões. São Paulo: Martins Fontes.
2008.
SCHMITT, Carl. O conceito do político / Teoria do Partisan.
Belo Horizonte: Del Rey, 2009.
SOREL, G. Reflexões
sobre a violência. Petrópolis: Vozes, 1993.
ŽIŽEK, S. Em
defesa das causas perdidas. São Paulo: Boitempo, 2011
ŽIŽEK, S. Alguém
disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção. São
Paulo: Boitempo, 2013.
ŽIžEK, S. Violência:
seis reflexões laterais. São Paulo: Boitempo, 2014.
https://mega.nz/#!S89GQIQI!M8K1FjkdH-29UWy3OdlUscAFb7G69gVX3dZgUhDK0S0 Link para Teoria e pratica do Habermas
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